quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Beijo na Boca - Fabricio Carpinejar (Fevereiro 2017)

Adorei esse texto do Carpinejar...
Concordo que o casal tem que sempre alimentar o relacionamento para que este perdure.
Um grande abraço...




O Beijo na Boca - Fabricio Carpinejar 

"Casais que não se beijam na boca estão se separando. Vão se tornando amigos, parentes, irmãos, até se esquecerem de caminhar de mãos dadas. Vão se apartando do cheiro da pele, do gosto do abraço, das provocações infantis de corredor, das pernas alisadas no fundo da coberta.

O beijo na boca é a autêntica aliança, o ouro que vinga, a certidão que não desbota. Só que me refiro ao beijo mesmo, de girar o corpo, o pescoço, o rosto. Selinho não conta, onde os lábios são uma carta para quem já está distante. Beijo seco também não vale, onde não há a ameaça de morder os lábios.

O beijo molhado é que une. Um beijo úmido por dia renova o amor. O beijo de quem tem saudade dos tempos apaixonados, um beijo que ainda sopre de volta os elogios ditos um para o outro. O beijo sussurrado, em que os sons tremem com as respirações próximas.

O beijo que não tenha a necessidade de ser pensado demais senão surge sem jeito, forçado, cinematográfico. O beijo que seja um segredo a dois, que você extravie o horário e suspenda a noção do lugar. O beijo que toque uma canção dentro, que desperte a vontade de dançar.

O beijo de língua não permite o vazio crescer, a lacuna, o lapso. Pois uma ausência dentro de casa ainda tem conserto, duas ausências não têm como recuperar – o par esqueceu o amor em algum lugar das lembranças e não correu para reaver.

O beijo de língua desfaz as formalidades, os medos e a educação que esfriam a relação. Beijo de língua é beijo para combater o tédio, a mecânica repetida dos gestos. Beijo de língua salva os desaforos, perdoa as críticas e as cobranças. É como uma janela batendo com a chegada da chuva, uma porta batendo com o vento. É um susto que põe o coração a bater de novo.

Nem o sexo resolve o que o beijo faz. A transa sem beijo é apenas desafogo, catarse, apego de bichos. O beijo com língua é o que nos singulariza entre os animais. Casais felizes sempre se buscam pela boca. É uma receita simples de longevidade. Sem o beijo, a pessoa tem a vontade de largar tudo e ficar sozinha. Com o beijo, ela não perde a vontade de largar tudo, mas com a diferença de querer levar junto aquele que ama"

sexta-feira, 9 de junho de 2017



Quase 4 anos sem aparecer por aqui! Nossa quanto tempo já passou e eu deixando de lado esse espaço que eu gostava tanto de escrever... Mas tiveram grandes motivos para eu estar sumida. E o mais recente deles é que há um ano e quatro meses fui mãe de uma menininha linda... Hoje ela é o meu amor maior e o meu tempo é todo dedicado a ela... Isso quando não estou no meu trabalho, claro! Por isso o tempo para escrever o Blog rareou... kkkkkk Mas assim que tiver um tempo, voltarei a escrever...

Bom dia a todos e um lindo final de semana! Abração...
Patrícia...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

© Martha Medeiros - Crônica "Atalhos", 2004

© Martha Medeiros - Crônica "Atalhos", 2004


Atalhos


Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho."

(Martha Medeiros - Crônica "Atalhos", 2004)


Há Momentos - Autor Desconhecido


Oi gente! Segue um lindo texto (de autor desconhecido, atribuído erroneamente à Clarice Lispector) que achei para compartilhar com todos que por aqui aparecerem!
Podem deixar recados se quiserem, sempre respondo!
Tudo de bom! Vamos ao texto...


Há Momentos

"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade". (Autor Desconhecido)


___________________________________________

"A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre." Clarice Lispector
___________________________________________






Um lindo dia! Uma linda tarde! Uma linda noite!
Abraços...
Patrícia Mena

sexta-feira, 30 de maio de 2014




Olá tudo bem com você?
Eu simplesmente adorei esse texto da Martha Medeiros!
E quando a gente chega a uma idade que temos maturidade, a felicidade surge!
Ser feliz é uma questão de escolha...
Espero que gostem!
Beijão!
Uma ótima leitura!

Patrícia Mena


35 anos para ser feliz
Martha Medeiros


Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.

A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonitee não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.

Outubro de 1998


Texto extraído do livro "Trem-bala" de Martha Medeiros, L&PM Editores - Porto Alegre, 2002, pág. 147.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Quem está preparado para amar? - Sergio Savian


Quem está preparado para amar?

Vontade de amar todos nós temos, mas quem está realmente preparado para isto?

Antigamente não tínhamos muitas opções e por isto o grau de exigência era bem mais baixo. Éramos obrigados a estar dentro de um relacionamento, engolíamos muitos sapos, aceitávamos o destino de viver para sempre com uma pessoa, mesmo que a convivência fosse infernal.

Mas agora tudo mudou, ficamos mais conscientes de nós mesmos, queremos mais. Se antes o mais importante era o fato de estarmos comprometidos com alguém ou o tempo que durava o relacionamento, agora o que mais vale é a qualidade do encontro.

Questionamos as regras, a falta de liberdade, o jeito mecânico de se relacionar. Não queremos mais nos sentir prisioneiros de relacionamentos complicados. Descobrimos que o "felizes para sempre" era uma fraude. Na realidade havia muita angústia, repressão e frustração.

Os homens levavam e as mulheres eram levadas numa dança que está ficando para trás.

Hoje em dia é mais fácil ver mulheres bem mais determinadas que os homens. Elas se cuidam bem, ganham o seu dinheiro, sabem o que querem. Eles estão começando agora sua revolução de comportamento. Por isso há um desencontro, até que os dois lados acertem o passo novamente.

A sensualidade e a aparência se tornaram referências de vida para muita gente. E os que buscam o amor, aqueles que ainda querem um relacionamento com profundidade, não encontram condições para isto. A sensação é que virou loteria achar alguém que tope se envolver de verdade.

Agora o amor está mais livre do que nunca e para sobreviver ele exige coragem, autenticidade e criatividade. Além disso, é preciso que ele seja cuidado com extrema sensibilidade pelos amantes.

Mas quem está preparado para tanto? As pessoas tentam se encontrar, tentam se relacionar, mas estão bem desajeitadas. O seu repertório de comunicação e o jeito de proceder ainda estão bastante impregnados dos conceitos antigos, que não são compatíveis com o momento atual e anulam qualquer boa vontade para amar.

Foi pensando nisto que eu criei um trabalho para o aprimoramento da conquista e do relacionamento amoroso. Recebo muita gente que vem fazer uma boa reflexão, aprender novas formas de se relacionar, abrindo mão de comportamentos e atitudes que não funcionam mais, olhando para si e para o outro com mais senso de realidade, tudo isto sem perder o romantismo, que é sem dúvida nenhuma um ótimo tempero para a vida.

Por Sergio Savian , escrito em 22 de Agosto de 2005
E-mail: sergiosavian@mudancadehabito.com.br
Fonte: Guia do Lazer e turismo : www.guialazer.com.br

QUARTO - Emma Donoghue

QUARTO - Emma Donoghue


Um livro imperdível!

Jack vive em um quarto com a Mãe. O quarto é o mundo para ele. Isolados no quarto Jack não sabe: como a situação dos dois é complicada; que o quarto é o cativeiro; que sua mãe foi sequestrada pelo velho Nick sete anos atrás e desde então é abusada sexualmente; que o mundo da TV é real;  não sabe quanta vida existe além das paredes do quarto. Sua mãe criou um mundo feito pro Super Jack, fazendo com que ele passasse por isso da forma mais "agradável" possível, sem grandes traumas, mas Jack está crescendo e eles precisam sair dali de todo jeito, há muita vida lá fora. A mãe então começa a elaborar planos de fuga que dependerão de Jack para serem um sucesso. Será que Jack consegue? 

Imagine você com 5 anos, vivendo em um quarto, dormindo em um guarda-roupa e contando quantas vezes a cama rangeu antes de tudo ficar no completo silêncio. Apavorante? É né? Assim acontece quando o Velho Nick vai visitar a mãe de Jack todas as noites. 

Comecei a ter um carinho enorme pelo Jack, acho que do tamanho do quarto, do mundo dele, do espaço sideral...  A inocência de Jack faz a gente ficar perturbado, querendo "entrar" na história para ajudá-lo a resolver todas as situações... A leitura faz com que a gente torça para que o plano de fuga dê certo, para que o Velho Nick se dê muito mal, a gente sente a dor da mãe ao proteger o filho, a gente sente pena do Jack e torce para que ele consiga ajudar a mãe a fugir daquele quarto. 

A mãe é realmente "A Mãe", o amor dos dois é lindo e o dia a dia deles no quarto, as brincadeiras simples, as histórias que ela conta pra ele, toda a preocupação de não deixar que o filho sofra e não deixar que ele perceba a realidade apavorante que eles viviam, sem deixar o velho Nick tocar em um fio de cabelo do pequeno Jack, é incrível... 

QUARTO é o tipo de livro que você quer que todo mundo leia!!! É um livro para todos conhecerem, chorarem e se emocionarem com Jack e sua mãe. É uma linda história de amor.

É uma ficção narrada em primeira pessoa pelo próprio Jack, com toda a inteligência, perspicácia e lógica que pode ter um garotinho de cinco anos de idade. Emma Donoghue consegue prender o leitor intensamente, apesar de prevermos quase tudo o que vai acontecer. O livro trata de um tema adulto e pesado, mas que foi amenizado por ser contado através dos olhos de uma criança de 5 anos, Jack.

Fazia tempo que eu não lia um livro tão bom e que não me deixou parar até terminar a leitura! Li rápido e amei, pois, a história de Jack e sua mãe é de uma sensibilidade comovente, chocante, triste e alegre ao mesmo tempo e emocionante! Realmente é um livro maravilhoso e imperdível! 

Vale a pena ler! RECOMENDADÍSSIMO!!!!

RESUMO: 

"Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar."

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A FACE DE DEUS - autor desconhecido


Achei linda essa mensagem!

Não sei quem é o autor, mas certamente acertou na linda mensagem que escreveu!
Esse texto me fez refletir sobre os amigos que Deus coloca em meu caminho!
Agradeço a Ele por cada um dos meus amigos e amigas que tornam minha vida melhor e mais feliz!

Um lindo dia a quem passar por aqui...


A Face de Deus

Um pequeno menino queria se encontrar com Deus.
Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente.
Um dia colocou leite e frutas em sua mochila e
saiu para brincar no parque.
Quando ele andou umas três quadras,
encontrou um velhinho sentado em um banco do parque
atirando migalhas aos pássaros.


O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila, tomou um pouco do leite,
quando olhou para o velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe uma fruta.
O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu para o menino.
Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo; então ele ofereceu-lhe
um pouco de leite.
Mais uma vez o velhinho sorriu para o menino.
O menino estava tão feliz!
Ficaram sentados ali sorrindo, comendo frutas e bebendo leite pelo resto da
tarde sem falarem um com o outro.
Quando começou a escurecer , o menino, já cansado, resolveu voltar para casa, mas antes
de ir embora, ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho.
O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.
Quando o menino chegou em casa, sua mãe surpresa ao ver a felicidade estampada em sua face, perguntou:
O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim?
Ele respondeu:
- Passei a tarde com Deus.
Ele tem o sorriso mais lindo que eu já vi.
Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso, e seu filho perguntou:
Por onde você esteve que está tão feliz?
E o velhinho respondeu:
Comi fruta e bebi leite no parque com Deus. Você sabe que Ele é bem mais jovem do que eu imaginava?


A face de Deus está em todas as pessoas e coisas que são vistas com os olhos do amor e do coração!


Uma linda e abençoada semana!
Abração!
Patrícia Mena

VOLTEI!!!!!!!!!!


Depois de um ano e meio sem postar nada por conta de muitas atribuições e problemas pessoais, estou retornando! Sei que poucas pessoas acessam esse blog, mas eu também tenho pouco tempo para ficar alimentando-o com textos e mensagens como eu gostaria!

Espero ter mais oportunidades de criar textos e colocar alguns textos legais de autores que eu adoro!

Uma linda semana para todos! Fiquem a vontade para comentar, eu sempre vejo os comentários e respondo!


Abraços!
Patrícia Mena Barreto

sábado, 15 de setembro de 2012

VOCABULÁRIO FEMININO - Leila Ferreira



Vocabulário feminino
Leila Ferreira


Se eu tivesse que escolher uma palavra
- apenas uma -
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas,
acho que está passando da hora de aprendermos
a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias,
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,
olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial
da mulher moderna.
Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amigas em segundo plano.

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas
(que gostam dos mesmos filmes que a gente),
sair sem ter hora para voltar,
compartilhar uma caipivodca de morango
e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes
- isso, sim, faz bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês,
deixe o marido ou o namorado em casa,
prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez
(desligue o celular, se for preciso)
e desfrute os prazeres que só uma
boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino:
pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos,
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia
- não importa -
e a ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
contar até 100 antes de uma decisão importante,
entender melhor os próprios sentimentos,
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano,
para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão
de uma mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas
do nosso dia a dia.
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora,
preste atenção na conversa de duas crianças,
marque um encontro com aquela amiga engraçada
- faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas,
cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado:
mulheres que falam em regime o tempo
todo costumam ser péssimas companhias.

Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.
Nas mesas de restaurantes, nem pensar.

Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa
do companheiro de mesa com reprovação e inveja,
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface
e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia:
gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife:
é ser delicada.
Saber se comportar
é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro,
e trate-o como você gostaria de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco,
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.

E, para encerrar,
não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar..

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer,
a promoção que vai conquistar um dia, 
aquele homem que um dia (quem sabe?)
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.

E recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra:
use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando),
risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, 
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo,
a esposa nota mil.

Acima de tudo,
elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, 
rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam,
bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é
(e nunca foi)
fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem
(e a busca da perfeição pesa toneladas),
a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Há Momentos




Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector

Boa semana!

terça-feira, 8 de maio de 2012

EM ALGUM LUGAR DO PRESENTE - Lis Passos

Eu adorei esse texto! 
Não conhecia a autora, mas gostei da forma como ela escreveu o texto. Fez-me lembrar de como a vida é uma caixinha de surpresas... e que tudo acontece no tempo certo pra gente ser feliz!!!
Por isso, quem ainda não encontrou o amor, não se desespere, pode ter certeza que ele está pertinho e logo logo ele(a) esbarra em você!
Beijosssssssss!
Tudo de bom sempre!
Paty






EM ALGUM LUGAR DO PRESENTE

ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.

Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.

Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.

Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.

Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.

Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.

Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.

Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?” (Autora: Lis Passos)



Fonte: http://www.ibahia.com/a/blogs/coisasdeliz/2011/07/15/em-algum-lugar-do-presente/





quarta-feira, 18 de abril de 2012

Formiguinhaz

Hoje trago mais um texto de Martha Medeiros, escritora gaúcha que eu adoro... Eu sempre me identifico com as crônicas dela... e essa ai das formiguinhas está muito legal!
Espero que vocês gostem assim como eu! 
Beijos,
Paty



FORMIGUINHAZ

Elas estão por toda parte. Percorrem o teclado do meu computador, circulando por jotas, efes e arrobas. Somem entre as teclas do alfabeto, reaparecem nas teclas de pontuação. Viraram assunto.

Formigas.Tão pequenas que eu diria que são poeiras caminhantes. Assentam-se na cozinha, principalmente. Gostam de Trakinas de morango, bolo de chocolate, biscoito amanteigado e croissant doce. Pingos de coca-cola sobre a mesa fazem a festa das mais infantis, que descem pelas paredes em fila indiana, como se estivessem na pré-escola, rumo ao recreio. Eu limpo, varro, escondo, mas elas acham. São formigas de vanguarda, minimalistas, desaparecem no underground. Algumas, diabéticas, não comem açúcar: ainda ontem atacaram um pacote de salgadinhos finíssimos.

Já as surpreendi entre os livros. Preferem literatura nacional, talvez saibam ler. Mas duas ou três andam cobiçando um exemplar de poemas de Mario Benedetti escrito na língua natal do poeta, o castelhano.Viajadas, minhas formigas, e líricas.

Tenho uma foto em cima da mesa de trabalho, eu e mais duas amigas numa festa, estamos alegres e, sendo verão, decotadas. Uma formiguinha subiu pelo suporte que segurava a foto, farejou a foto (é uma formiga das cachorras) e adentrou um decote, que não era o meu, mas da amiga que estava de vermelho. Formigas reconhecem cores, volumes e cheiros.

E pensam. As formigas aqui de casa pensam e pensam rápido. Se estou assassinando uma ignorante que tenta entrar no microondas, a outra, lá na outra ponta, corre. São formigas atletas, as minhas. Dão no pé e avisam entre si: sujou! Não se falam com a boca, mas com os olhos amedrontados, meio vesgos. E escapam. 

Vaidosas, minhas formiguinhas. Já as surpreendi lendo um rótulo em francês de um creme da Lancôme: pediram que eu traduzisse Soin Régénérant Visible. Mandei elas escolherem um hidratante nacional e que não me amolassem. 

Saradas, às vezes enfrentam um carpete, difícil de caminhar, mas que deixa suas perninhas rijas, como se jogassem vôlei de praia. Pelo carpete vão até o banheiro das crianças, mas se arrependem, se afogam, totalmente despreparadas para o mundo selvagem. Observo-as sumindo pelo ralo, fazendo-se de mortas no rejunte, entre dois azulejos escorregadios. Corajosas, porém amadoras. 

Formigas experientes não saem da cozinha, respeitam a geladeira e dormem junto à cesta de pães, onde sempre se descola um farelo. Circundam a lata de lixo e dão plantão na janela, talvez até assoviem pras vizinhas: venham, hoje tem geléia!

Quase todas são desleais, subornam os dedetizadores e conhecem algumas táticas do MST: invadem e se instalam, os donos que se danem. Imagino o que não fazem num MacDonald's. Algumas, atraídas por alguma gota de suco de uva, são recolhidas com um perfex molhado e passam dessa para uma pior, mas reproduzem-se rápido: são férteis, e sendo tantas, já não luto mais. 

Martha Medeiros 
(Crônica: Formiguinhaz escrita em Abril de 2001 - retirada do Livro NON-STOP: Crônicas do Cotidiano, p.196- 198. L&PM Pocket).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Seja doce



Oi... só passei pra deixar uma mensagem linda que eu vi como sendo do Caio Fernando Abreu... se não for me avisem por favor...
É meu desejo a todos... que ao demonstrarem seu afeto sejam doces... 
A doçura está em cada gesto, cada olhar, cada sentimento, enfim, está na forma de amar com gentileza e educação... 

Beijos e ótima semana!
Paty



"Que continue sendo doce o seu modo de demonstrar afeto, o seu jeito, seus olhares, seus receios... Que doce seja uma ausência do nosso medo, o seu abraço e a maneira como segura minha mão. Que seja doce, que sejamos doce e seremos, eu sei . . .
(Caio Fernando Abreu)



domingo, 1 de abril de 2012

Diários de Vampiro - A série

A história de um triângulo amoroso, dos mais tenebrosos... 

Dois irmãos vampiros, um bom e outro mal, estão apaixonados pela mesma humana. Stefan conhece Elena Gilbert e se apaixona por ela instantaneamente, mas jura nunca se aproximar dela por causa de seu segredo sombrio. Entretanto no desenrolar da historia do livro todos ficam juntos...

Antes da saga Crepúsculo chegar, livros de vampiros já faziam sucesso e já tinham seus leitores e seguidores apaixonados. Os livros de Lisa Jane Smith, escritora americana, mais conhecida sob a abreviação L. J. Smith são de literatura jovem e adulta e combinam uma infinidade de gêneros, incluindo o horror, ficção científica, suspense, fantasia e romance. Ela começou a escrever Diários de Vampiro na década de 90 e lançou os primeiros volumes em 1991...

A série de livros "THE VAMPIRE DIARIES" (título original) foi publicada em 1991 - os três primeiros volumes - e com como os leitores pediram a continuação, o quarto volume foi publicado em 1992. Ela parou de escrever em 1998 e depois de 10 anos sem escrever anunciou que estava para lançar uma nova série de livros que intitulou The Vampire Diaries: The Return - Diários de Vampiro: O Retorno.

The Vampire Diaries foi reeditada em 2007 e a primeira parte de sua nova trilogia intitulada Diários do Vampiro: O Retorno: Anoitecer foi publicada em 10 de fevereiro de 2009 e Diários do Vampiro: O Retorno: Almas Sombrias, foi lançado nos Estados Unidos em 16 de março de 2010. Em novembro de 2011 foi lançado nos Estados Unidos o terceiro volume - Diários do Vampiro: O Retorno: Meia-Noite.

Vamos aqui resumir os 4 primeiros volumes da série Diários do Vampiro:



O Despertar

O primeiro volume começa contando a história de Elena Gilbert, uma bela e popular estudante do Ensino Médio da pequena cidade de Fell’s Church, Virginia e seus amigos: Bonnie, Meredith, Matt, e Caroline, uma velha amiga de Elena que morre de inveja dela e vivem competindo.

Quando começa seu último ano no colégio, Elena persegue o novo e misterioso aluno, Stefan Salvatore. Stefan resiste em conhecer Elena, mas determinada a ficar com ele, ocasionalmente ela descobre seu segredo: Stefan tem séculos de idade, e é um vampiro. Eles se apaixonam e enquanto isso estranhos acontecimentos começam a acontecer em Fell's Church . De repente um estranho aparece para Elena e ela descobre por acaso que aquele estranho é o irmão mais velho de Stefan, Damon. 

Na Itália Renascentista, os dois irmãos se apaixonaram por uma jovem vampira chamada Katherine, que mais tarde cometeu um suicídio depois dos dois irmãos se voltarem contra um contra o outro quando ela optou em ficar com ambos, como amantes e trocadores de sangue. Os dois irmãos com ódio recíproco matam um ao outro e acordam como vampiros e inimigos ( i ) mortais. 

Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária, porém o destino os leva, séculos mais tarde, a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela vida eterna e amaldiçoada. Perseguindo Stefan, Damon procura vingança atraindo Elena que acabará dividida entre o amor por Stefan e a atração pelo perigoso Damon.

O Despertar termina com Elena procurando por Damon, por acreditar que ele foi o responsável pelo sumiço de Stefan depois que a população da cidade passa a acreditar que ele foi o assassino dos últimos acontecimentos. E isso só continua no segundo livro, O Confronto.



O Confronto

O segundo livro começa de onde o anterior termina, de um ponto onde Damon está tentando ganhar o afeto de Elena e Stefan luta pra sobreviver. Quando Stefan desaparece, Elena procura por Damon e o confronta no cemitério.

Elena e seus amigos acham Stefan quase morto em um poço abandonado. Elena o salva dando um pouco de seu sangue para ele. Elena também troca sangue com Damon e mesmo contrariada, ela fica dividida entre os dois irmãos assim como Katherine há séculos. Elena tem certeza de que Stefan é um amor para a eternidade. Contudo a cada vez que Damon se aproxima dela, fica evidente o vínculo entre os dois. Damon determinado a conquistar Elena, infiltra-se no cotidiano da cidade de Fell's Church.

Ameaçado pelo irmão, Stefan fica desesperado com a ideia de perder Elena e arrisca tudo até seus princípios para protegê-la.

Certa noite enquanto espera por Stefan, Elena sente como se um "poder" estivesse fazendo uma tempestade ao seu redor, e freneticamente ela tenta fugir pela ponte sobre o rio próximo ao antigo cemitério. Elena pede  o carro de Matt emprestado e durante a travessia ele vira para fora da estrada entra no rio, e então Elena se afoga.

O Confronto termina com a revelação de que ela teve sangue suficiente de ambos irmãos dentro de si, pois após sua morte, se torna uma vampira.



A Fúria

O terceiro livro da série Diários do Vampiro conta a história após os inacreditáveis acontecimentos em Fell’s Church, onde Elena está prestes a iniciar uma nova vida ao adaptar-se ao vampirismo, bem como resolver sua confusão entre os dois irmãos. 

Embora tenham que ficar fora da cidade por causa dos acontecimentos, Stefan, Damon, Elena e os amigos dela terão que perquisar sobre o sombrio poder que tem rondado a cidade e que também está por trás da morte de Elena. Damon e Stefan precisarão se unir por sua amada, mas uma força sobrenatural e misteriosa vigia a todos. 

Eles descobrem que esse tal "poder" é Katherine, que falsificou seu próprio suicídio séculos atrás. Agora ela está determinada a se vingar dos dois irmãos por terem esquecido dela e terem se apaixonado por Elena. Ela planeja matar Elena e os irmãos Salvatore, enquanto também planeja acabar com Fell’s Church e levar todos os outros para o mesmo fim.



Reunião Sombria 

Este é o quarto livro da série Diários do Vampiro e foi lançado no Brasil em julho de 2010.

O livro inicia seis meses após a morte de Elena. A história desta vez é contada a partir do ponto de vista de Bonnie McCullough. Em uma festa de aniversário surpresa à Meredith, Bonnie e Caroline (com mais duas amigas da escola) contatam Elena usando um tabuleiro Ouija.

Elena avisa-lhes que todos da cidade estão em perigo. Ela diz que elas precisam chamar alguém, mas é interrompida, provavelmente por um espírito do mal, antes de dizer tudo que precisava. Antes que todas as meninas conseguissem sair da casa, uma delas é jogada por uma janela do segundo andar e morre. Outra garota surta após esse acontecimento.

Com a ajuda de Matt, Bonnie e Meredith fazem um feitiço para chamar Stefan, e ele aparece à cidade com Damon. Os cinco trabalham para achar a origem do mal na cidade. A origem é Klaus, um vampiro muito antigo que transformou Katherine, a vampira que transformou Stefan e Damon. 

No final, depois da batalha que levou Stefan à beira da morte, Bonnie chama Elena para ajudar. O exército de espíritos é liderado por Elena, e ela é capaz de ajudar a derrotar Klaus. Então, Elena é trazida de volta dos mortos, mas ela é muito mais humana agora. Elena e Stefan se abraçam e tentam se conciliar com Damon, mas ele se transforma em corvo e voa para longe.


Principais personagens: 
Elena Gilbert: A personagem principal da história.
Stefan Salvatore: Vampiro que não toma sangue humano e é apaixonado por Elena.
Damon Salvatore: Vampiro do mal, irmão de Stefan que toma sangue humano, assassina com frieza pessoas, e com o passar da convivência com Elena, ele vai se apaixonando por ela também.
Bonnie McCullough: Melhor amiga de Elena e bruxa descendente dos druidas.
Meredith Sulez: A segunda melhor amiga de Elena, que esconde segredos sobre sua família. Esperta, ela resolve muitos segredos e casos da história.
Katherine Pierce: Vampira apaixonada por Stefan e Damon Salvatore, mas que ao gerar o conflito entre os irmãos que disputaram pelo amor ela, decide se expor a luz do sol, pensando que sua morte iria uni-los.
Matt Donovan: Ex-namorado de Elena e seu amigo desde infância.
Caroline Forbes: Amiga de Elena que tem uma certa inveja dela, o que as fazem competir por popularidade.



Vale a pena assistir também a série de TV Diários de Vampiro. Já está na Terceira Temporada. 
Foge um pouco da história escrita por Lisa Jane Smith, mas é muito boa e você pode até ficar viciado(a) ao assistir...