quinta-feira, 6 de novembro de 2014

© Martha Medeiros - Crônica "Atalhos", 2004

© Martha Medeiros - Crônica "Atalhos", 2004


Atalhos


Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho."

(Martha Medeiros - Crônica "Atalhos", 2004)


Há Momentos - Autor Desconhecido


Oi gente! Segue um lindo texto (de autor desconhecido, atribuído erroneamente à Clarice Lispector) que achei para compartilhar com todos que por aqui aparecerem!
Podem deixar recados se quiserem, sempre respondo!
Tudo de bom! Vamos ao texto...


Há Momentos

"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade". (Autor Desconhecido)


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"A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre." Clarice Lispector
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Um lindo dia! Uma linda tarde! Uma linda noite!
Abraços...
Patrícia Mena

sexta-feira, 30 de maio de 2014




Olá tudo bem com você?
Eu simplesmente adorei esse texto da Martha Medeiros!
E quando a gente chega a uma idade que temos maturidade, a felicidade surge!
Ser feliz é uma questão de escolha...
Espero que gostem!
Beijão!
Uma ótima leitura!

Patrícia Mena


35 anos para ser feliz
Martha Medeiros


Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.

A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonitee não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.

Outubro de 1998


Texto extraído do livro "Trem-bala" de Martha Medeiros, L&PM Editores - Porto Alegre, 2002, pág. 147.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Quem está preparado para amar? - Sergio Savian


Quem está preparado para amar?

Vontade de amar todos nós temos, mas quem está realmente preparado para isto?

Antigamente não tínhamos muitas opções e por isto o grau de exigência era bem mais baixo. Éramos obrigados a estar dentro de um relacionamento, engolíamos muitos sapos, aceitávamos o destino de viver para sempre com uma pessoa, mesmo que a convivência fosse infernal.

Mas agora tudo mudou, ficamos mais conscientes de nós mesmos, queremos mais. Se antes o mais importante era o fato de estarmos comprometidos com alguém ou o tempo que durava o relacionamento, agora o que mais vale é a qualidade do encontro.

Questionamos as regras, a falta de liberdade, o jeito mecânico de se relacionar. Não queremos mais nos sentir prisioneiros de relacionamentos complicados. Descobrimos que o "felizes para sempre" era uma fraude. Na realidade havia muita angústia, repressão e frustração.

Os homens levavam e as mulheres eram levadas numa dança que está ficando para trás.

Hoje em dia é mais fácil ver mulheres bem mais determinadas que os homens. Elas se cuidam bem, ganham o seu dinheiro, sabem o que querem. Eles estão começando agora sua revolução de comportamento. Por isso há um desencontro, até que os dois lados acertem o passo novamente.

A sensualidade e a aparência se tornaram referências de vida para muita gente. E os que buscam o amor, aqueles que ainda querem um relacionamento com profundidade, não encontram condições para isto. A sensação é que virou loteria achar alguém que tope se envolver de verdade.

Agora o amor está mais livre do que nunca e para sobreviver ele exige coragem, autenticidade e criatividade. Além disso, é preciso que ele seja cuidado com extrema sensibilidade pelos amantes.

Mas quem está preparado para tanto? As pessoas tentam se encontrar, tentam se relacionar, mas estão bem desajeitadas. O seu repertório de comunicação e o jeito de proceder ainda estão bastante impregnados dos conceitos antigos, que não são compatíveis com o momento atual e anulam qualquer boa vontade para amar.

Foi pensando nisto que eu criei um trabalho para o aprimoramento da conquista e do relacionamento amoroso. Recebo muita gente que vem fazer uma boa reflexão, aprender novas formas de se relacionar, abrindo mão de comportamentos e atitudes que não funcionam mais, olhando para si e para o outro com mais senso de realidade, tudo isto sem perder o romantismo, que é sem dúvida nenhuma um ótimo tempero para a vida.

Por Sergio Savian , escrito em 22 de Agosto de 2005
E-mail: sergiosavian@mudancadehabito.com.br
Fonte: Guia do Lazer e turismo : www.guialazer.com.br

QUARTO - Emma Donoghue

QUARTO - Emma Donoghue


Um livro imperdível!

Jack vive em um quarto com a Mãe. O quarto é o mundo para ele. Isolados no quarto Jack não sabe: como a situação dos dois é complicada; que o quarto é o cativeiro; que sua mãe foi sequestrada pelo velho Nick sete anos atrás e desde então é abusada sexualmente; que o mundo da TV é real;  não sabe quanta vida existe além das paredes do quarto. Sua mãe criou um mundo feito pro Super Jack, fazendo com que ele passasse por isso da forma mais "agradável" possível, sem grandes traumas, mas Jack está crescendo e eles precisam sair dali de todo jeito, há muita vida lá fora. A mãe então começa a elaborar planos de fuga que dependerão de Jack para serem um sucesso. Será que Jack consegue? 

Imagine você com 5 anos, vivendo em um quarto, dormindo em um guarda-roupa e contando quantas vezes a cama rangeu antes de tudo ficar no completo silêncio. Apavorante? É né? Assim acontece quando o Velho Nick vai visitar a mãe de Jack todas as noites. 

Comecei a ter um carinho enorme pelo Jack, acho que do tamanho do quarto, do mundo dele, do espaço sideral...  A inocência de Jack faz a gente ficar perturbado, querendo "entrar" na história para ajudá-lo a resolver todas as situações... A leitura faz com que a gente torça para que o plano de fuga dê certo, para que o Velho Nick se dê muito mal, a gente sente a dor da mãe ao proteger o filho, a gente sente pena do Jack e torce para que ele consiga ajudar a mãe a fugir daquele quarto. 

A mãe é realmente "A Mãe", o amor dos dois é lindo e o dia a dia deles no quarto, as brincadeiras simples, as histórias que ela conta pra ele, toda a preocupação de não deixar que o filho sofra e não deixar que ele perceba a realidade apavorante que eles viviam, sem deixar o velho Nick tocar em um fio de cabelo do pequeno Jack, é incrível... 

QUARTO é o tipo de livro que você quer que todo mundo leia!!! É um livro para todos conhecerem, chorarem e se emocionarem com Jack e sua mãe. É uma linda história de amor.

É uma ficção narrada em primeira pessoa pelo próprio Jack, com toda a inteligência, perspicácia e lógica que pode ter um garotinho de cinco anos de idade. Emma Donoghue consegue prender o leitor intensamente, apesar de prevermos quase tudo o que vai acontecer. O livro trata de um tema adulto e pesado, mas que foi amenizado por ser contado através dos olhos de uma criança de 5 anos, Jack.

Fazia tempo que eu não lia um livro tão bom e que não me deixou parar até terminar a leitura! Li rápido e amei, pois, a história de Jack e sua mãe é de uma sensibilidade comovente, chocante, triste e alegre ao mesmo tempo e emocionante! Realmente é um livro maravilhoso e imperdível! 

Vale a pena ler! RECOMENDADÍSSIMO!!!!

RESUMO: 

"Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar."

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A FACE DE DEUS - autor desconhecido


Achei linda essa mensagem!

Não sei quem é o autor, mas certamente acertou na linda mensagem que escreveu!
Esse texto me fez refletir sobre os amigos que Deus coloca em meu caminho!
Agradeço a Ele por cada um dos meus amigos e amigas que tornam minha vida melhor e mais feliz!

Um lindo dia a quem passar por aqui...


A Face de Deus

Um pequeno menino queria se encontrar com Deus.
Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente.
Um dia colocou leite e frutas em sua mochila e
saiu para brincar no parque.
Quando ele andou umas três quadras,
encontrou um velhinho sentado em um banco do parque
atirando migalhas aos pássaros.


O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila, tomou um pouco do leite,
quando olhou para o velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe uma fruta.
O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu para o menino.
Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo; então ele ofereceu-lhe
um pouco de leite.
Mais uma vez o velhinho sorriu para o menino.
O menino estava tão feliz!
Ficaram sentados ali sorrindo, comendo frutas e bebendo leite pelo resto da
tarde sem falarem um com o outro.
Quando começou a escurecer , o menino, já cansado, resolveu voltar para casa, mas antes
de ir embora, ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho.
O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.
Quando o menino chegou em casa, sua mãe surpresa ao ver a felicidade estampada em sua face, perguntou:
O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim?
Ele respondeu:
- Passei a tarde com Deus.
Ele tem o sorriso mais lindo que eu já vi.
Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso, e seu filho perguntou:
Por onde você esteve que está tão feliz?
E o velhinho respondeu:
Comi fruta e bebi leite no parque com Deus. Você sabe que Ele é bem mais jovem do que eu imaginava?


A face de Deus está em todas as pessoas e coisas que são vistas com os olhos do amor e do coração!


Uma linda e abençoada semana!
Abração!
Patrícia Mena

VOLTEI!!!!!!!!!!


Depois de um ano e meio sem postar nada por conta de muitas atribuições e problemas pessoais, estou retornando! Sei que poucas pessoas acessam esse blog, mas eu também tenho pouco tempo para ficar alimentando-o com textos e mensagens como eu gostaria!

Espero ter mais oportunidades de criar textos e colocar alguns textos legais de autores que eu adoro!

Uma linda semana para todos! Fiquem a vontade para comentar, eu sempre vejo os comentários e respondo!


Abraços!
Patrícia Mena Barreto